A vereadora Stellamaris Otenio (PSD-MT), participou na noite de ontem (10), na Agência Fluvial da Marinha do Brasil, em Cáceres – MT, da cerimônia alusiva em comemoração ao 149º aniversário da Batalha Naval do Riachuelo – “Data Magna da Marinha do Brasil” e, de imposição da Medalha da Ordem do Mérito Naval.
A Medalha da Ordem do Mérito Naval, criada pelo Decreto nº 24.659, de junho de 1943, se destina a premiar os militares da Marinha que se tenham distinguindo no exercício de sua profissão e, excepcionalmente, corporações militares e instituições civis, nacionais e estrangeiras, suas bandeiras ou estandartes, assim como personalidades civis e militares, brasileiras ou estrangeiras, que houverem prestado relevantes serviços à Marinha do Brasil.
Histórico da Batalha Naval do Riachuelo
A força naval brasileira comandada pelo Almirante Francisco Manoel Barroso da Silva estava fundeada no Rio Paraná próximo à Cidade de Corrientes, na noite de 10 para 11 de junho de 1865. O plano do nosso opositor era surpreender os navios brasileiros na alvorada do dia 11 de junho, abordá-los e, após a vitória, rebocá-los para Humaitá. Para aumentar o poder de fogo, a força naval oponente, rebocava seis chatas com canhões. A Ponta de Santa Catalina, próxima à foz do Riachuelo, foi artilhada. Havia, também, tropas de infantaria posicionadas para atirar sobre os navios brasileiros que escapassem. No dia 11 de junho, aproximadamente às 9 horas, a força naval brasileira avistou os navios rivais descendo o rio e se preparou para o combate. Às 9 horas e 25 minutos, dispararam-se os primeiros tiros de artilharia. A força opositora passou pela brasileira, ainda imobilizada, e foi se abrigar junto à foz do Riachuelo, onde ficou aguardando. Após suspender, a força naval brasileira desceu o rio, perseguindo os inimigos, e avistou-os parados nas proximidades da foz do Riachuelo. Desconhecendo que a margem estava artilhada, Barroso deteve sua capitânia, a Fragata Amazonas, para cortar possível fuga. Com sua manobra inesperada, alguns dos navios retrocederam, e o Jequitinhonha encalhou em frente às baterias de Santa Catalina. O primeiro navio da linha, o Belmonte, passou por Riachuelo separado dos outros, sofrendo o fogo concentrado do inimigo e, após passar, encalhou propositadamente, para não afundar. Corrigindo sua manobra, Barroso, com a Amazonas, assumiu a vanguarda dos outros navios brasileiros e efetuou a passagem, combatendo a artilharia da margem, os navios e a chatas, sob a fuzilaria das tropas adversárias que atiravam das barrancas.
Completou-se assim, aproximadamente às 12 horas, a primeira fase da Batalha. Até então, o resultado era altamente insatisfatório para o Brasil: o Belmonte fora de ação, o Jequitinhonha encalhado para sempre e o Parnaíba, com avaria no leme, sendo abordado e dominado pelo inimigo, apesar da resistência heróica dos brasileiros, como o Guarda-Marinha Greenhalgh e o Marinheiro Marcílio Dias, que lutaram até a morte. Então, Barroso decidiu regressar. Desceu o rio, fez a volta com os seis navios restantes e, logo depois, estava novamente em Riachuelo. Tirando vantagem do porte da Amazonas, Barroso usou seu navio para abalroar e inutilizar navios paraguaios e vencer a Batalha. Quatro navios inimigos fugiram perseguidos pelos brasileiros. Antes do pôr-do-sol de 11 de junho, a vitória era brasileira. A Esquadra oponente fora praticamente aniquilada e não teria mais participação relevante no conflito. Estava, também, garantido o bloqueio que impediria que o recebimento de armamentos do exterior, por parte de nossos adversários. São de Barroso as célebres frases, transmitidas aos seus comandados, por sinais visuais (bandeiras), durante a Batalha: “O Brasil espera que cada um cumpra o seu dever”, e “Sustentar o fogo que a vitória é nossa”.
O desfecho da Batalha Naval do Riachuelo, ocorrida no dia 11 de junho de 1865, representa uma das vitórias mais relevantes da História Militar do Brasil, tornando-se, assim, um dos principais eventos a serem rememorados.
Diversas autoridades civis e militares de Cáceres e região se fizeram presentes na solenidade, dentre elas a vereadora pelo município de Araputanga, Stellamaris Otenio.
Em entrevista ao Jornal Folha de Araputanga a parlamentar disse que, “A Marinha garante a segurança do país e constitui motivo de particular orgulho para os brasileiros”, destacou.
Na ocasião, Stellamaris fez referências à importância da presença da Marinha nas águas jurisdicionais, na “Amazônia Azul” e nos rios da Bacia Amazônica e do Pantanal. Segundo ela, a defesa dos interesses nacionais, principalmente após a descoberta de riquezas minerais na plataforma continental brasileira, é desempenhada com zelo pela Força. “Reverenciar, neste dia, a Data Magna da Marinha é enaltecer as qualidades mais nobres do povo brasileiro”, afirmou.
No dia de hoje, devemos não apenas rememorar o legado de honra e de espírito daqueles nossos heróis, mas também refletir sobre a amplitude das responsabilidades que, atualmente, são confiadas à Marinha do Brasil.
Passados cento e quarenta e nove anos, a lembrança dos feitos heróicos imortalizados na Batalha Naval do Riachuelo, episódio que concorreu decisivamente para a vitória na Guerra da Tríplice Aliança, ainda cala fundo em nossos corações, sendo justo reverenciar a memória daqueles que, em defesa da Pátria, escreveram uma página gloriosa da nossa história.
A Marinha segue, graças ao empenho de seus componentes, contribuindo para o progresso do Brasil, provendo a assistência hospitalar às populações ribeirinhas e tomando parte nos programas sociais do Governo. Ela está presente nas Operações do Líbano e no Haiti e, quando determinado, tem atuado na garantia da lei e da ordem, no apoio à segurança pública e nos grandes eventos que têm sido realizados.
Fonte: Historicidade da Batalha Naval do Riachuelo http://www.riograndeemfotos.com.br/site/index.php?template=ler_noticia¬icia_id=1456